
Afonso
sábado, 11 de julho de 2009
Fim de semana algarvio

A nossa equipa maravilha
Em jeito de balanço final II - Escolinha
Os planos para este ano lectivo foram rapidamente, alterados, quando em Outubro o Afonsinho foi para a creche.
Desenvolveu com ele uma relação de amor e confiança, fantástica.
Aprendeu a lidar com ele, seguiu os conselhos dos terapeutas, empenhou-se muito para ajudar o Afonsinho a ultrapassar as suas dificuldades motoras e estimulou-o de forma eficaz, para que mesmo não estando na sala adequada em termos cognitivos, não deixasse de evoluir.
Em Janeiro, deste anos, passou a ser acompanhado, pela educadora E. de ensino especial/IP, que se mostrou uma excelente profissional, sempre muito empenhada e disponível e que trabalhou de forma efectiva com o Afonsinho proporcionando uma boa evolução, conseguindo que ele atingisse novas competências.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Ele consegue!!!
Decidimos que não ia à escola e ficámos por casa, passando uma manhã bastante tranquila.
Depois do almoço fomos para a Liga, para a fisioterapia.
Hoje esteve a fazer exercícios para controlo de tronco e cabeça, posição de sentado, em cima do colchão e no quadrado que é um rectângulo, de joelhos para a posição de sentado, de joelhos a manipular os objectos.
Hoje estive a comentar com a terapeuta o facto de ele fazer os exercícios de forma muito mais correcta com o terapeuta ocupacional do que faz na fisioterapia, por exemplo. Ela disse-me que tem a ver com a confiança que a criança sente com o terapeuta, que lhe permite estar mais à vontade e colaborar de forma mais efectiva.
Hoje, a terapeuta colocou o Afonsinho de pé, ele não gosta de estar de pé e mostra-se incomodado ela pensa que ele tem medo.
Pegou-lhe ao colo e estava a brincar com ele a tentar "chateá-lo", ele olhou para ela e estendeu a mão para lhe puxar os óculos mas, de repente abriu a mão e muito suavemente fez-lhe uma festinha, perante o meu olhar e o da terapeuta da fala, ciumento e espantado...
Olhei para a terapeuta da fala e disse-lhe, uma vez mais, as palavras que vou repetindo, graças a Deus, cada vez mais:
Ele CONSEGUE, ele CONSEGUE!!!!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Diferença e Discriminação
Em 21 de Dezembro de 2006, no dia de nascimento do meu terceiro filho, comecei a viver a minha vida em dois mundos paralelos, apesar de continuar a habitar na mesma casa, na mesma Freguesia, no mesmo Concelho, no mesmo Distrito, no mesmo País…
O meu bebé, saudável e perfeito, nasceu em morte aparente em paragem cardio-respiratória, após sofrer uma asfixia grave que lhe provocou lesões cerebrais graves. Ficou com sequelas neurológicas – paralisia cerebral e epilepsia mioclónica.
Após dois anos e meio, de luta diária, de desgaste emocional e físico, de combate, atrás de combate, para fazer A DIFERENÇA na vida do meu filho, encontrar as terapias, os terapeutas, as ajudas técnicas que possam ajudar na sua reabilitação, na optimização das suas capacidades, que nos ajudem a fazer A DIFERENÇA, decidi hoje escrever-lhe, porque estou cansada de tanta DISCRIMINAÇÃO.
O meu marido tem desde de Março de 2002, um seguro de empresa, que se estende a todo o agregado familiar na Ocidental Seguros (Médis), quando enviámos informação para integração do Afonso no seguro, foi RECUSADO.
Enviei esta semana um PEDIDO DE ESCLARECIMENTO, ao Instituto de Seguros de Portugal e recebi resposta via telemóvel, deixaram uma mensagem de voz na minha caixa de correio, sem identificação da pessoa que prestou o esclarecimento, com a seguinte mensagem:
«Efectivamente devido ao princípio de liberdade contratual a companhia é livre de recusar a celebrar o contrato»
EFECTIVAMENTE, o meu filho começou a ser vítima de DISCRIMINAÇÃO, ao segundo minuto de vida, apenas porque se encontrava MORTO AO PRIMEIRO MINUTO DE VIDA.
Convido-os a conhecerem alguns meninos, o Afonso, o Guilherme, o João Manuel, o João Pedro, o Lucas… meninos tão especiais
Caminhacaminhando.blogspot.com
Penso que vão perceber, porque precisamos de vocês, porque votamos, porque gostaríamos de nos sentir, EFECTIVAMENTE, representados no Parlamento.
Somos uma família DIFERENTE.
Diferente no amor, diferente na partilha, diferente na alegria que sentimos, por ter o enorme privilégio de conviver com o Afonsinho e a enorme felicidade de poder amar assim.
AMOR, SIMPLESMENTE AMOR…
A nossa história que é curta quando medida em dias, é já um caminho longo, um caminho dificil e cheio de obstáculos mas nós acreditamos que um a um vamos conseguir ultrapassá-los, porque o nosso caminho é um caminho que se faz caminhando…
Dina Oliveira Mota
terça-feira, 7 de julho de 2009
Avaliação 2008/2009
Terapia em tons de laranja...
Cheio de hematomas...
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Terapia Ocupacional
Fim de semana em Festa
Depois foi a vez do Afonsinho ir para a piscina, quando me sentei na beira da piscina, um dos casais, que tem uma menina com 20 meses, perguntou-me se não queria pôr o Afonsinho dentro de uma piscina insuflável que tinham trazido. Agradeci e disse que o Afonsinho gostava da piscina grande.
O pai entrou na água e o Afonsinho MERGULHOU... voltou a mergulhar e voltou a mergulhar...
Os presentes não queriam acreditar na facilidade com que o Afonsinho se mexe dentro de água e estávam completamente, "admirados" com as suas proezas.
Foi a primeira vez, desde que o Afonsinho nasceu, que fui a esta festa de aniversário, que por tradição junta sempre cerca de cem pessoas. O F. tem ido com os miudos mas, este foi o primeiro ano que me senti confortável para levar o Afonsinho. esta situação prende-se, especialmente, com as dificuldades alimentares que ele apresentava mas, os olhares, os sussurros... também me incomodam...
Conheci pessoas muito interessantes, que se mostraram de imediato apaixonadas pelo Afonsinho, que passaram a tarde de volta dele, que lhe pegaram ao colo...
Os amigos, elogiaram os seus progressos, a sua evolução, adoraram os seus sorrisos simpáticos e a reação às gracinhas...
Foi uma tarde e noite muito bem passadas, os miudos acabaram por ficar a dormir lá e nós regressámos no domingo à hora do almoço.
O tempo não ajudou mas, trocámos a piscina por uma bela conversa.
O que é paralisia cerebral?
(...)A criança com Paralisia Cerebral pode ter inteligência normal ou até acima do normal."
Retirado de "A criança com paralisia cerebral" - Guia para os pais e profissionais da saúde e educação APPC
O silêncio no meu coração,
Os momentos, os meus momentos felizes...
Oiço o riso das crianças, cheiro a maresia que vem do mar, caminho descalça pela areia, continuo a sonhar.
Sonho, que o teu limite é o sonho e que o teu caminho, tem tantos obstáculos, uns já vencidos e outros, tantos outros, por vencer...
Dificil, é este nosso caminho mas, sei que embora seja feito devagar, muito devagar, sei que chegaremos ao destino deste nosso caminho que se faz caminhando...
Dina
Ana Jácomo
Dalai Lama
A jornada é feita de dádivas e alegrias, mas também de imprevistos, embaraços, inabilidades, lições de toda espécie.
De vez em quando, tropeçamos nos trechos mais acidentados. Depois, levantamos e prosseguimos: o chamado do amor é irrecusável para a alma. Desistir dele, para ela, é como desistir de respirar.
Ana Jácomo
Ana Jácomo
Não faz mal: a vontade que é legítima, alinhada com a alma, caminha conosco, paciente, fresca, bondosa, até que a gente possa. Às vezes, isso parece muito longe, mas é só o tempo do cultivo. As flores, como algumas vontades, também desabrocham somente quando conseguem
Ana Jácomo
Às vezes cansa, sim, mas combinamos não desistir da força que verdadeiramente nos move.
Ana Jácomo