
Afonso
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
A caminho da... escolinha

Ainda... a alimentação

Hoje, o almoço demorou cerca de 40 minutos. O Afonsinho estava ligeiiiramente sujo mas, ganhei a batalha e ele COMEU TUDINHO!
Pois é! Afinal quem é que manda, menino Afonso?
A mamã, claro!!!
A alimentação do Afonsinho continua a ser difícil porque ele ainda se manda para trás mas, apesar desta postura horrível e totalmente desapropriada, já não faz hiper-extensão. Esta postura é perigosa, uma vez que apesar de eu, a cada colher, fazer a manobra, ela deita-se para trás eu aproveito para lhe colocar a colher na boca, para depois o voltar a sentar, ele pode engasgar-se.
Talvez, por causa de tanta insistência já lá vão 21 meses, ele tem as defesas bem activas. Sabe tossir, separa os alimentos que não mastiga e não os engole, mastiga os alimentos mais molinhos (massinha por exemplo) e quando se engasga (o que felizmente é raro) resolve a situação sozinho, não sendo necessário tomar nenhuma medida.
Vamos devagarinho, agora vamos ter que arranjar forma para que ele volte a abrir a boca para comer mas, desta feita, de forma correcta.
O Afonsinho deve pensar:
"Passaram meses a querer que eu fechasse a boca e agora querem que eu a abra mas, quem é que as entende??????"
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
A amizade não pesa

Luis Caetano Costa
Amigo faz companhia na hora da dor
E na alegria faz a gente rir mais ainda
A amizade não cansa
É algo que queremos para toda a vida
A gente se sente bem na companhia amiga
É fundamental ter amigos para conversar
A amizade é como remédio
Ajuda-nos a curar as feridas
Carinho é o melhor cicatrizante
E que bom calmante, o ombro amigo!
Amizade, esta dádiva maravilhosa,
Porque amigo de verdade a gente cultiva
É flor rara que se cuida com muito cuidado
Faz a vida mais leve e o caminho mais bonito...
©Carol Timm
Retirado do blogue Casa de palavras.
Babado e contente...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Com um bocadinho de ciúmes...
Hoje, só começou a chorar quando o carro arrancou, normalmente, só cinco minutos depois de muita guerra de nervos é que consigo colocar-lhe o cinto.

Espero que este soninho seja reparador e que acorde mais bem disposto.
De novo na escolinha

terça-feira, 7 de outubro de 2008
Mãos em Poesia
Fadas boas...
De tarde, após muita hesitação, estava a chover, o Afonsinho estava cheio de expectoração que lhe provocava uma espécie de "farfalheira", após mais um aerossol e muito soro no nariz, a muito custo lá fomos para a fisioterapia e terapia da fala.
O tempo estava tão mau, com chuva e nevoeiro que acabámos por nos atrasar.
Falei com as terapeutas e decidiram fazer "fisioterapia respiratória" para tentar tirar a expectoração. Tentaram de tudo, para provocar o vómito uma vez que a expectoração estava muito superficial, e não conseguiam que ele tossisse. Tentaram com sondas, com os dedos, com um dedo de luva cheia, com soro fisiológico, de barriga para cima, de barriga para baixo, em cima da bola, ao colo da terapeuta, ao colo da mãe e nada.

Nesse tempo que virá...

Nesse tempo que virá, muito azul, tão intenso
Nesse dia que há de chegar um dia
Imagine...
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Não sei...

Não sei... se a vida é curta...
Não sei...
Não sei... se a vida é curta ou longa demais para nós.
E isso não é coisa de outro mundo: é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira e pura... enquanto durar.
Cora Coralina
Falta de Educadoras de Educação Especial no Programa de Intervenção Precoce
O meu filho à nascença fez uma Encefalopatia Hipóxico Isquémica Grau I, pelo que aos 6 meses de idade foi-lhe diagnosticado Paralisia Cerebral (Hemiparésia Lateral Direita) que lhe afectou a nível motor, assim como o seu desenvolvimento cognitivo. A partir dessa idade iniciamos uma longa caminhada para a sua reabilitação através de sessões de Fisioterapia, sessões de Hidroterapia e sessões de Terapia Ocupacional.
No início do Ano de 2008 e após ter conhecimento do Programa de Intervenção Precoce, referenciei o meu filho no Centro de Saúde de Cascais.
No dia 20 de Fevereiro de 2008 o meu filho foi sujeito a uma Avaliação do Desenvolvimento Global de acordo com “The Schedule of Growing Skils”, por 1 Terapeuta e por 2 Educadoras.
Segundo a Avaliação o meu filho apresenta em algumas áreas, um perfil de desenvolvimento abaixo dos parâmetros normais para a sua idade, nomeadamente na cognição, fala, linguagem e visão.
Nesta sequência o meu filho foi inserido no Programa de Intervenção Precoce no Agrupamento da Alapraia, tendo o apoio de uma Educadora do Ensino Especial.
Iniciámos as sessões com a Educadora no 3.º Período Escolar, tendo o meu filho apoio domiciliário 4h por semana repartidos por 2 dias.
No final do período Escolar, a Educadora elaborou um Relatório Final onde concluiu que:
“É uma criança com Hemiparésia Lateral Direita com sequelas desde a nascença e um consequente atraso significativo. Devido à sua problemática, faz as suas aquisições de forma mais lenta. Apresenta um atraso bastante acentuado nas funções da fala com dificuldade em articular. Verbaliza muito pouco, com reproduções de sons intencionais, repetitivos e por imitação, demonstrando um ritmo inconstante na fluência e ritmo da fala.
Nas funções mentais específicas, revela dificuldades acentuadas nas funções de atenção, nas funções psicomotoras e nas funções mentais da linguagem, pelo que se considera que a continuidade do Apoio da Intervenção Precoce é imprescindível para esta criança e para o seu melhor desenvolvimento.”Todo o processo do meu filho foi devidamente encaminhado pela Escola – Agrupamento da Alapraia para as Entidades Competentes.
No início do presente Ano Lectivo (15 de Setembro de 2008) entrei em contacto com o Departamento de Educação Especial/Intervenção Precoce onde fui informada que até à presente data o meu filho não tinha ainda uma Educadora designada.
Esta situação devia-se ao facto do Agrupamento da Alapraia ter solicitado à DREL a colocação de 7 Educadoras (o mesmo número do ano anterior) e até à data só ter sido colocada 1.
Aconselharam-me nessa altura para entrar em contacto com a DREL com o Departamento de Educação Especial e expor a minha situação.
Nesse mesmo dia consegui contactar a DREL que contactou o nosso Agrupamento tendo o mesmo confirmado a situação, ainda só tinham 1 Educadora colocada, quando tinham solicitado 7. Informaram-me ainda que a presente situação passava pela Direcção Geral de Recursos Humanos a Educação, pois seria este Departamento que promove a colocação de Professores pelo que deveria aguardar até ao final do mês de Setembro, altura esta em que se pensava que a situação estivesse solucionada.
Hoje e visto estarmos a chegar ao final do mês de Setembro, entrei em contacto novamente com o Agrupamento da Alapraia e qual não foi o meu espanto quando fui informada pela Direcção do Departamento de Educação Especial que a situação se mantinha, continuando a existir somente 1 Educadora das 7 solicitadas à Direcção Geral de Recursos Humanos a Educação.
Face ao exposto:
1 O meu filho continua sem Apoio Educativo, não existindo qualquer previsão para o início do mesmo;
2 Cerca de 60 crianças, pertencentes a este Agrupamento, com necessidades Educativas Especiais não têm Apoio Educativo por falta de colocação das Educadoras necessárias.
Estranhamente constato que a Educadora que acompanhava o meu filho encontra-se no Fundo de Desemprego, não tendo sido ainda colocada em nenhuma Escola.
Perante tal situação a minha revolta é enorme em pensar que:
3 Afinal não somos todos iguais;
4 Afinal não temos todos as mesmas oportunidades;
Afinal existem diferenças, entre as crianças normais e as crianças com necessidades Educativas Especiais, apesar do nosso Estado dizer o contrário, sim porque o Ano Lectivo iniciou em 15 de Setembro de 2008, mas foi só para alguns, contrariando o disposto no art.º 23 da Convenção sobre os Direitos da Criança, que diz:
“No caso de seres deficiente, tens direito a cuidados e educação especiais, que te ajudem a crescer do mesmo modo que as outras crianças.”
Cláudia Rocha
Constipadinho

O Afonsinho está muito constipadinho, não sei se foi provocado pelo contacto com os meninos da escolinha, que também tinham o pingo no nariz ou se é efeito da vacina (Latigen B).
Nós, que aprendemos muito, todos os dias, com o nosso bebé estamos "contentes" com tanto queixume, é bom ver e ouvir que o Afonsinho já se sabe queixar e demonstrar o que sente.
Hoje não fomos à escolinha, nem à piscina. Vamos descansar, para amanhã, esperamos que o Afonsinho já esteja recuperado, retomarmos as nossas rotinas.
O que é paralisia cerebral?
(...)A criança com Paralisia Cerebral pode ter inteligência normal ou até acima do normal."
Retirado de "A criança com paralisia cerebral" - Guia para os pais e profissionais da saúde e educação APPC
O silêncio no meu coração,
Os momentos, os meus momentos felizes...
Oiço o riso das crianças, cheiro a maresia que vem do mar, caminho descalça pela areia, continuo a sonhar.
Sonho, que o teu limite é o sonho e que o teu caminho, tem tantos obstáculos, uns já vencidos e outros, tantos outros, por vencer...
Dificil, é este nosso caminho mas, sei que embora seja feito devagar, muito devagar, sei que chegaremos ao destino deste nosso caminho que se faz caminhando...
Dina
Ana Jácomo
Dalai Lama
A jornada é feita de dádivas e alegrias, mas também de imprevistos, embaraços, inabilidades, lições de toda espécie.
De vez em quando, tropeçamos nos trechos mais acidentados. Depois, levantamos e prosseguimos: o chamado do amor é irrecusável para a alma. Desistir dele, para ela, é como desistir de respirar.
Ana Jácomo
Ana Jácomo
Não faz mal: a vontade que é legítima, alinhada com a alma, caminha conosco, paciente, fresca, bondosa, até que a gente possa. Às vezes, isso parece muito longe, mas é só o tempo do cultivo. As flores, como algumas vontades, também desabrocham somente quando conseguem
Ana Jácomo
Às vezes cansa, sim, mas combinamos não desistir da força que verdadeiramente nos move.
Ana Jácomo