Que ele saiba que, invariavelmente, pode contar comigo, nos tempos de celebração e na travessia das longas noites escuras.
É dele também a minha mão. É dele também o meu abraço. É dele também a minha escuta. É dele também o meu olhar amoroso. É dele também os meus melhores sorrisos.
Que se saiba amado muito além do de vez em quando, do por causa de, do se.
Que se sinta amado como é, não interessa com que cara a circunstância esteja. Que se sinta amado simplesmente porque é...

Ana Jácomo
Não me peça para esquecer as cores, meu coração sempre andará com as lembranças felizes.
Tendo na visão do futuro, as flores, o voo dos pássaros, um lindo céu azul com nuvens desenhando belas formas...
E talvez um mar para banhar e salgar as manhãs.
Não me peça para esquecer a imensa beleza da vida.
Apesar de tudo o que já passei, de tantos dissabores, há sempre algo que movimenta a nossa esperança...
Uma criança que nasce para ser amada e ser feliz, uma flor que desabrocha para ser contemplada por quem quiser, um menino que cresce e segue um caminho repleto de luz...

Carol Timm

Afonso

O caminho começou no dia 21 de Dezembro de 2006, o Afonso nasceu em morte aparente, ficando com lesões cerebrais, que lhe causaram paralisia cerebral. Atravessámos longos dias de hospital, dias em que a dor e a preocupação não nos abandonavam mas, desde cedo, percebemos que era um lutador e todos os dias lutamos, com ele, para chegar onde lhe for possível e quem sabe… afinal é um caminho que se faz caminhando...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Viva...

Depois da hipoterapia, seguimos, para a escolinha.

Quando chegámos estavam a descer para o recreio, neste horário juntam-se os meninos de duas salas, um e dois anos. A sala dos dois anos, tem dois grandes amiguinhos do Afonsinho que gostam muito de brincar com ele. Hoje estive a conversar com a educadora T., que mais cedo ou mais tarde, a evolução do Afonsinho irá dizer quando, será a educadora dele. Hoje fiquei a saber, que já está contratada e já não é substituta da educadora que estava de baixa, fiquei muito feliz, porque gosto muito dela. A nossa conversa acabou por ir dar ao lanche de ontem e disse-lhe que tinha sido muito duro, pronto, lá a pus a chorar e lá comecei eu a chorar...

Contudo, esta manhã quando estava a preparar o almocinho do Afonsinho, decidi que nos dias em que sai mais cedo (terças e quintas) não vai lanchar na escola, estive a falar com a A., e disse-lhe que hoje não lanchava e que quando acordasse, que me telefonasse que eu ia logo buscá-lo e íamos fazendo a integração devagarinho.

Disse-lhe que continuamos a dar-lhe almoço e lanche de bebés, porque temos receio que se engasgue (aliás, estou determinantemente proibida pela terapeuta da fala) e ele possivelmente, já está farto destas comidas.

Assim, após mandar embora a tristeza, decidi, logo bem de manhã, ou mesmo durante a noite em branco, que hoje o lanche do Afonsinho, também ia ser pão com fiambre.

Ligaram-me por voltas das 13h00, uma vez, e ao contrário do esperado, o Afonsinho não queria dormir, ainda tentaram na cama do berçário, onde a P. está nesta hora mas, também não quis.

Quando cheguei lá estava no "isolamento" mas, apenas porque é o sitio mais fresco do colégio e de isolamento não tinha nada, uma vez que estava acompanhado pela directora, pela coordenadora, pela educadora A. e pela auxiliar a T., que é super mas, super amorosa e carinhosa com ele.

Peguei nele ao colo e de imediato se aninhou e adormeceu...

A directora, que é psicologa, estava preocupada que lhe doesse a barriga, que dor provocada pelos dentes...

Chegámos à conclusão, que quanto mais cansado está, menos dorme (tendo mesmo dificuldades para adormecer) e que apesar do seu aspecto de bebé, está a ter um comportamento adequado à idade e a rejeitar e estranhar, algumas novas rotinas, como o dormir, a sala...

A directora disse-lhe que amanhã, já sabia como ia lidar com ele.

Agradeci a todas, a preocupação e a disponibilidade que estão a dedicar ao Afonsinho e recebi como resposta:

« Não há nada para agradecer, mãe. Estamos a conhecê-lo...»

Ainda pedi à A. se era possível, dar-me a temática da semana, à sexta-feira e ela disse-me que amanhã já me dá o planeamento do ano inteiro.

VIVA!!!

Este é um dos nomes do colégio do Afonsinho, VIVA! este corpo docente e não docente que tem sido, FANTÁSTICO!!!

1 comentário:

ClaudiaMG disse...

Pois é amiga o teu bébé está a crescer e com ele novos comportamentos que ninguém estava á espera, claro que isso deve-se ao facto de olharmos para o Afonsinho e vermos um bébé, mas na realidade o nosso menino está a ficar um crescido e como crescido que está mamã temos de nos lembrar que:

- Estamos fartos de sestas;
- Estamos fartos de comida de bébés;
- Estamos fartos de nos obrigarem a fazer o que não queremos;
- Estamos fartos de terapias e terapeutas;
- Estamos fartos de ter de ficar na escola após as coisas giras!

Assim queremos estar o dia todo acordado, queremos comida normal, queremos doces, sumos e tudo aquilo que faz mal....LOL...sim queremos pão com fiambre e com queijo e até pão com tulicreme.

Beijinhos especiais minha querida amiga

O que é paralisia cerebral?

"A criança com Paralisia Cerebral tem uma perturbação do controlo da postura e movimento, como consequência de uma lesão cerebral que atinge o cérebro em período de desenvolvimento.
(...)A criança com Paralisia Cerebral pode ter inteligência normal ou até acima do normal."

Retirado de "A criança com paralisia cerebral" - Guia para os pais e profissionais da saúde e educação APPC
Hoje caminho, o céu está azul, o sol brilha esplendoroso, oiço o chilrear dos passarinhos e o silêncio...
O silêncio no meu coração,
Os momentos, os meus momentos felizes...
Oiço o riso das crianças, cheiro a maresia que vem do mar, caminho descalça pela areia, continuo a sonhar.
Sonho, que o teu limite é o sonho e que o teu caminho, tem tantos obstáculos, uns já vencidos e outros, tantos outros, por vencer...
Dificil, é este nosso caminho mas, sei que embora seja feito devagar, muito devagar, sei que chegaremos ao destino deste nosso caminho que se faz caminhando...

Dina

Sou uma caminhante na estrada do aprendizado do amor. Às vezes, exausta, eu paro um pouquinho. Cuido das dores. Retomo o fôlego. Depois, levanto e seduzida, enternecida pelo chamado, cheia de fé, eu prossigo. Um passo e mais outro e mais outro e mais outro, incontáveis. Sei de cor que não é fácil, mas sei também que é maravilhoso olhar para o caminho percorrido e perceber o quanto a gente já avançou, no nosso ritmo, do nossos jeito, um passo de cada vez.

Ana Jácomo
E Deus continua susurrando: Não desista, o melhor ainda está por vir...
Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.

Dalai Lama

O amor é um caminho que clareia, progressivamente, à medida em que o percorremos, como se cada passo nosso fizesse descortinar um pouco mais a sua luz.
A jornada é feita de dádivas e alegrias, mas também de imprevistos, embaraços, inabilidades, lições de toda espécie.
De vez em quando, tropeçamos nos trechos mais acidentados. Depois, levantamos e prosseguimos: o chamado do amor é irrecusável para a alma. Desistir dele, para ela, é como desistir de respirar.


Ana Jácomo
Quando eu deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir. Tanto, que às vezes, quando lembro, eu me comovo. Pelo que há, mas também por conseguir ver.

Ana Jácomo
Nem sempre querer é poder, porque às vezes a gente quer, mas ainda não pode. Ainda não consegue realizar.
Não faz mal: a vontade que é legítima, alinhada com a alma, caminha conosco, paciente, fresca, bondosa, até que a gente possa. Às vezes, isso parece muito longe, mas é só o tempo do cultivo. As flores, como algumas vontades, também desabrocham somente quando conseguem


Ana Jácomo
Depois de cada momento de fraqueza, meu coração prepara, em silêncio, uma nova fornada de coragem.
Às vezes cansa, sim, mas combinamos não desistir da força que verdadeiramente nos move.

Ana Jácomo

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