Afonso
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
No ano Novo
No ano novo, bem mais do que nos outros, quero ter mais gentileza com os meus sentimentos. Com todos eles, sem exceção. Quero ter mais habilidade para ouvir o que têm pra me contar, sem tentar abafar a voz daqueles que podem me trazer desconforto. Quero deixar que se expressem, exatamente com a cara que têm. Que me façam surpresas. Que me apontem as mudanças que já aconteceram e me falem sobre aquelas que pedem para acontecer. Quero que me mostrem as regiões ainda feridas em mim que precisam de olhar, de cura ou de perdão. Não quero sentimento acuado, amordaçado, varrido pra debaixo do tapete. Quero ser a melhor confidente de cada um.
No ano novo, bem mais do que nos outros, quero ter mais cuidado com os sentimentos alheios. Mais compaixão. Mais empatia. Mais tolerância. Suspender o julgamento. Trocar a crítica pelo respeito. Parar de achar que eu faria diferente, que eu diria diferente, quando não é a minha vida que está na berlinda. Quero lembrar mais vezes o quanto nos exige cada superação, cada avanço, cada conquista, cada descoberta das chaves capazes de abrir os cárceres que inventamos para nós. Quero lembrar mais vezes do quanto eu falho, mesmo quando quero acertar. Do quanto eu ainda me atrapalho comigo. Do quanto preciso ser generosa com a minha trajetória a cada novo projeto anunciado pela minha alma. A cada nova tentativa. A cada novo tropeço.
No ano novo, quero me encantar mais vezes. Admirar mais vezes. Compartilhar mais amor. Dançar com a vida com mais leveza, sem medo de pisarmos nos pés uma da outra. Quero fazer o meu coração arrepiar mais frequentemente de ternura diante de cada beleza revista ou inaugurada. Quero sair por aí de mãos dadas com a criança que me habita, sem tanta pressa. Brincar com ela mais amiúde. Fazer arte. Aprender com Deus a desenhar coisas bonitas no mundo. Colorir a minha vida com os tons mais contentes da minha caixa de lápis de cor. Devolver um brilho maior aos olhos, aos dias, aos sonhos, mesmo àqueles muito antigos, que, apesar do tempo, souberam conservar o seu viço. Quero sintonizar a minha frequência com a música da delicadeza. Do entusiasmo. Da fé. Da generosidade. Das trocas afetivas. Das alegrias que começam a florir dentro da gente.
No ano novo, bem mais do que nos outros, quero ter atenção com relação ao que sinto, ao que vejo, ao que propago. Mais cuidado para não me intoxicar com os apelos do medo e do pessimismo, tão divulgados nesses nossos tempos. Usufruir mais a sábia isenção que nos permite continuar a ver o melhor para a nossa vida e para a vida de todos os seres, apesar de. Não me importa se eu olhar na contramão: quero ter a coragem de sustentar a minha crença de que o amor, a paz, a luz, hão de prevalecer na Terra, e, enquanto isso não acontecer, quero dirigir também a minha energia ao propósito de que prevaleçam em mim.
No ano novo, bem mais do que nos outros, eu quero me sentir feliz. Uma felicidade que não está condicionada à realização das coisas que, particularmente, anseio para mim. Para a minha história nesse mundo. Para essa personagem que eu visto. Quero, antes de qualquer outra razão, me sentir feliz por encontrar descanso e contentamento no meu coração. Por tocar com o sentimento a preciosidade da vida. Por saber que existem coisas para eu realizar enquanto estou por aqui. Por acreditar que a maior proposta da idéia humana é a felicidade. Não importa quantas nuvens eu possa ter que dissipar no ano que começa: gente, por natureza, é sol, e eu quero viver esse lume.
Asa livre

«Como um pássaro que vai
Quando uma porta se abre
Não olhes para trás e vai depressa
Como a noite quando cai
Abraçando a cidade
Deixa simplesmente que aconteça
Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também
Abre as asas, eu fico bem
Como um barco que se afasta
De uma das margens do rio
Não há um só lado na vida
Quando um beijo já basta
Corpo quente em corpo frio
Deixa que aconteça a despedida
Abre as asas e vai
Das tuas asas as minhas também
Abre as asas , eu fico bem
E que a despedida
Seja só o recomeço
Livre asa solta
Voa alto, eu não te esqueço»
Polo Norte
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Brinquedos novos...
Hoje, acordou às cinco e meia mas, voltou a adormecer e acordou já perto das nove horas.
Hoje,tivemos mais um dia caseiro, o tempo está péssimo, chuva e vento e decidimos não ir à piscina.
Ficámos em casa a explorar os novos brinquedos.
domingo, 27 de dezembro de 2009
No Hard Rock Cafe
Dia de preguiça
As luzes da Cidade...
O primeiro filme
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
O nosso Natal
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Osteopatia e hidroterapia
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Três anos
Dedicatória
Qual recordação, qual lembrança?
21 de Dezembro de 2009
Parabéns!!!

domingo, 20 de dezembro de 2009
Festa de Natal - Hidroterapia
Como seria de esperar, o Afonsinho estava super feliz .
Estivemos a fazer lateralizações, quer dizer o papá e o Afonsinho, porque eu a Rita e a C. estávamos mesmo era na conversa, depois exercícios no chouriço acompanhado de canções de natal e cartões com fotografias alusivas à quadra. O Afonsinho esteve a vestir o pai natal e deu-lhe uma fatiota vermelha em vez de um pijama verde, estivemos a fazer labirintos com uma caneta fantástica, e que eu não conhecia, que escreve mesmo com água.
Depois como não podia deixar de ser, mergulhos e mais mergulhos, com a Ritinha e com o papá. A nossa festa acabou na jacuzzi e com o Afonsinho a presentear.nos com enormes sorrisos, gargalhadas e o já usual é bom"...
Foi uma manhã muito bem passada, já faz um ano que estamos com a Rita e sentimos-nos privilegiados por ter a enorme felicidade dela fazer parte da nossa vida e de sermos amigos.
Obrigada querida Rita, por caminhares de mãos dadas connosco...
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Férias de Natal
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Voltámos às terapias
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Consulta de Gastro e Dietista
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Oclusão
Depois de tomar o pequeno almoço, a mamã começou o tratamento para o meu olhinho.
Estou a portar-me muito bem, não fiz qualquer birra e não estou a demonstrar desconforto.
A mamã colocou o penso com o senhor ratinho e ficou bem giro.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Chegou o frio
O que é paralisia cerebral?
(...)A criança com Paralisia Cerebral pode ter inteligência normal ou até acima do normal."
Retirado de "A criança com paralisia cerebral" - Guia para os pais e profissionais da saúde e educação APPC
O silêncio no meu coração,
Os momentos, os meus momentos felizes...
Oiço o riso das crianças, cheiro a maresia que vem do mar, caminho descalça pela areia, continuo a sonhar.
Sonho, que o teu limite é o sonho e que o teu caminho, tem tantos obstáculos, uns já vencidos e outros, tantos outros, por vencer...
Dificil, é este nosso caminho mas, sei que embora seja feito devagar, muito devagar, sei que chegaremos ao destino deste nosso caminho que se faz caminhando...
Dina
Ana Jácomo
Dalai Lama
A jornada é feita de dádivas e alegrias, mas também de imprevistos, embaraços, inabilidades, lições de toda espécie.
De vez em quando, tropeçamos nos trechos mais acidentados. Depois, levantamos e prosseguimos: o chamado do amor é irrecusável para a alma. Desistir dele, para ela, é como desistir de respirar.
Ana Jácomo
Ana Jácomo
Não faz mal: a vontade que é legítima, alinhada com a alma, caminha conosco, paciente, fresca, bondosa, até que a gente possa. Às vezes, isso parece muito longe, mas é só o tempo do cultivo. As flores, como algumas vontades, também desabrocham somente quando conseguem
Ana Jácomo
Às vezes cansa, sim, mas combinamos não desistir da força que verdadeiramente nos move.
Ana Jácomo