Afonso
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Novamente constipadinho
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Almoço completo
quarta-feira, 1 de abril de 2009
É mentira...
Boa!!!
A primeira mordidela!!!
terça-feira, 31 de março de 2009
De volta às terapias
A sala da pré-marcha
segunda-feira, 30 de março de 2009
Que susto!
sexta-feira, 27 de março de 2009
Ser feliz ...
A minha querida amiga Carol, para além do fantástico blogue Casa de palavras onde publica textos seus, tem também um outro blogue (que eu também adoro) que se chama Casa de Leitura, onde publica textos de outros autores. Foi de lá que retirei este texto e a fotografia de Fernando Pessoa.
Pintura recebida por e-mail... autoria desconhecida
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
©Fernando Pessoa
(Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935)
O post 500
Quando percebi que este era o post QUINHENTOS, pensei que tinha que ser um post (ainda mais) especial.
Assim, vou dedicá-lo a um menino muito especial, o JP.
O JP tem paralisia cerebral e está a poucos dias de iniciar mais uma grande caminhada, para a sua reabilitação e potencialização das suas capacidades.
Desejamos que continue a sorrir e que os seus lindos olhos castanhos continuem a brilhar, felizes.

"«Metade do mundo não consegue compreender os prazeres da outra metade», disse Jane Austen.
Eu acreditava nisso com todo o meu coração. Até agora, a minha vida fora uma aprendizagem para dar valor ao «outro», mas sem nunca ter realmente vivido o «outro». Uma coisa é viver entre pessoas diferentes de nós, observando, mas à parte; outra coisa completamente diferente é viver com essas pessoas, partilhando os seus problemas como se fossem nossos."
Este excerto foi retirado do livro «A Doçura da Chuva» de Deborah Smith, Publicado em Portugal por Porto Editora (Março de 2009)
Novamente a sorrir...
segunda-feira, 23 de março de 2009
Era para ser um piropo...
O desafio é o seguinte:
1. Revelar o melhor piropo que alguma vez me proferiram, que, pela sua graça, subtil inteligência ou requinte de malvadez descarada, me ficou na memória;
2. Produzir um (da minha inteira autoria) para um(a) blogger, à minha escolha, e publicitá-lo também (apenas se exige alguma ousadia e criatividade);
3. Passar o desafio a 6 pessoas (tantas quanto as letras da palavra “Piropo”)
Quando recebi este desafio não me conseguia lembrar de nenhum piropo!!!
Quem ganhou a aposta?
Ninguém!
Ainda bem que me lançaram este desafio, pois foi óptimo recordar esta e tantas e tantas histórias. Não tenho duvidas que o CMR, foi o melhor projecto onde trabalhei, onde encontrei grandes colegas, grandes profissionais e grandes amigos (infelizmente, a vida levou-me para outros caminhos e fui-me afastando deles).
domingo, 22 de março de 2009
Mais um passinho!!!
sexta-feira, 20 de março de 2009
Semana dificil
quinta-feira, 19 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
O nosso amor...
Uma situação é eu contar, outra é o pai e os irmãos verem, assistirem e sentirem...
sexta-feira, 13 de março de 2009
Sobre Paralisia Cerebral
Esta semana recebi dois comentários de duas mães, de meninos com Paralisia Cerebral.
Um dos meninos é da idade do Afonsinho, tem apenas mais cinco dias e o outro menino tem um ano e há apenas um mês descobriram que o menino tinha paralisia cerebral.
Ambas me pediram para falar mais sobre a história do Afonsinho e uma delas perguntou-me se ele andava (ainda não anda).
Primeiro, quero agradecer o facto de acompanharem o caminho do Afonsinho e pelas palavras carinhosas, de incentivo e de força que nos deixaram.
Em relação à paralisia cerebral, apenas posso falar da situação do Afonsinho e da nossa vivência nestes 26 meses.
O Afonso é um bebé de termo (gravidez de 38 semanas) que sofreu uma asfixia grave no parto (falta de oxigénio no cérebro) que lhe provocou lesões cerebrais e ficou com paralisia cerebral e epilepsia (mioclónica).
O diagnóstico do Afonsinho é horrível: Não iria sobreviver e se sobrevivesse, iria ser deficiente profundo, vivendo num estado "vegetal", sem ouvir, sem ver, sem se conseguir alimentar...
O que nós aprendemos ao longo destes dois anos, é que os diagnósticos NÃO SIGNIFICAM NADA!!!!
Ao longo dos anos, a ciência vai estudando casos e desenvolvendo "comportamentos" padrão para cada uma das situações. E é este padrão que os médicos e técnicos de saúde (pelo menos em Portugal) se baseiam para fazer os diagnósticos.
Cada caso é um caso.
A evolução de cada criança depende de múltiplos factores:
Qual ou quais as áreas cerebrais afectadas.
Se as lesões foram pré-natal (ainda durante o desenvolvimento na barriga da mãe), peri-natal (após ou durante o parto, como é o caso do Afonsinho), por malformação...
Se houve hipóxica (falta de oxigénio) e/ou hemorragia
Estes serão, penso eu, os factores clínicos levados em conta no diagnóstico inicial.
O que nós fizemos, foi de imediato começar a estimular o Afonsinho.
O que conto, é UNICAMENTE a nossa experiência, de certeza, outros pais terão experiências, vivências e opiniões diferentes das nossas.
Ao fim de uma semana, começámos ainda no hospital, a exigir que o Afonsinho fosse acompanhado por uma fisioterapeuta e terapeuta da fala.
Assim, desde os 15 dias que o Afonsinho faz terapia da fala, fisioterapia e musico terapia
Desde 1 mês de idade que fazemos massagens (aprendemos um pouco de shantala e adaptámos as necessidades do Afonsinho)
Desde os 6 meses que faz natação adaptada/hidroterapia
Desde os 10 meses que faz acunpuctura
Desde os 15 meses que faz terapia ocupacional
Desde os 16 meses que faz hipoterapia.
Desde os 21 meses que frequenta a creche
Criámos um espaço (um mini ginásio), com espelho, onde para além de brincar-mos com ele, promovemos uma série de actividades de estimulação.
Todos os brinquedos são pensados de modo a proporcionar o maior estimulo possível (no caso do Afonsinho que gosta de estímulos fortes, brinquedos com canções, luzes, sons de animais...).
O Afonsinho faz anos muito perto do Natal e nesta altura é inundado de presentes. O que temos feito neste dois anos, é uma lista dos brinquedos e "pedimos" aos familiares e amigos para oferecerem esses brinquedos, assim, conseguimos ter um maior número de brinquedos e adequados às necessidades reais do Afonsinho.
Estimulamos muito o Afonsinho. Cantamos muito, lemos histórias (pedimos também aos amigos e aos familiares para nos darem livros, muitos deles já foram usados pelos sobrinhos, pelos primos e estavam em caixas ou em prateleiras), dançamos e falamos, falamos muito ...
O Afonsinho faz terapias todos os dias, excepto ao domingo. Desde sempre que achámos que era fundamental ser trabalhado por profissionais, diariamente.
Greve à cadeira do carro!!!
Hoje, acordámos com as galinhas e às 7h00, já estava tudo acordado.
Resultado:
Greve à cadeira do carro!!!
Depois de dar o pequeno almoço ao Afonsinho, fomos deixá-lo na escolinha.
Hoje, estava mais um maravilhoso dia de Primavera e estiveram novamente a brincar no parque.
Eu e a C. fomos às compras. É impressionante o que ela tem crescido e para além de t-shirts, tivemos que comprar mais uns ténis, tamanho 38!!!
Afinal, nada é fácil mas, como disse Cecília Meireles
Precisamos acreditar, ter fé e lutar,
Para que não apenas sonhemos,
Mas, também tornemos esses desejos realidade»
E nós cá estamos, dia a dia a caminhar para tornar os nossos desejos em realidade...
quinta-feira, 12 de março de 2009
Nem tudo é fácil
Fotografia de Judith TomazContinuamos a nossa aventura...


quarta-feira, 11 de março de 2009
A nossa aventura foi boicotada...
terça-feira, 10 de março de 2009
Standing Frame - Dondolino II

Imagem retirado do site www.mobility-usa.com
Mais um desafio, para vencer!!!
Não tenho compaixão
Não tenho Compaixão...
Das pessoas que tem pena de si mesmas, acomodadas
Que fogem da luta, dos desafios, escondidas atrás dos muros
Mas tenho pena dos que enfrentam a dor, às vezes sozinhos
Dos que procuram saída sem que tenham um amigo para ajudar
Não tenho Compaixão...
Por aqueles que agridem em lugar de amar
Dos que não sabem amar, porque preferem ter razão
Mas tenho sim dos que estão aprendendo com o tempo...
E mesmo daqueles que gritaram e fugiram para pedir socorro
Não tenho Compaixão...
Por pessoas que sabem tudo e explicam muito do que nunca viverão
São téoricos da vida e sabem quase nada de sentimentos e abraços...
Mas ontem um menino de quatro anos me ensinou que sou um ótimo sofá
Escolheu-me para adormecer e me fez relembrar como um carinho vale tanto!
Não tenho Compaixão...
Por competidores de espécie alguma, excetos os esportistas
Pois a vida não é melhor para quem chega primeiro, ou quem ganha mais
A vida é generosa mesmo, com quem vive bem com aquilo que conquistou
A riqueza maior é todo esse afeto que vamos trocando e nos preenchem os vazios
Não tenho Compaixão...
Pelos que insistem em posturas maldosas, desrespeitam as diferenças
Aqueles que esquecem de suas imperfeições e julgam as dos outros todos
Mas admiro os que se enfrentam frágeis, buscam ajuda na dor ou no medo
E se enfrentam no espelho sabendo que suas marcas ou citcatrizes não foram em vão
E certos dias sou toda Compaixão!
Dias em que encontro no olhar amigo as respostas que fiz ao tempo...
Momentos em que percebo um pedaço de mim, germinando em outros corações
São nessas horas que os poemas, tão meus, se tornam reflexo de muitas emoções...
©Carol Timm
Mudanças
Fotografia: ©Carol Timm Quando nos dedicamos, com o coração, à busca do autoconhecimento, é inevitável que chegue um instante em que algumas mentiras que contávamos para nós mesmos passem a não funcionar mais. Os disfarces até então utilizados para fortalecer o nosso autoengano já não nos servem. Inábeis com a paisagem aos poucos revelada, às vezes ainda tentamos nos apegar a alguma coisa que possa encobrir a nossa lucidez, embaraçados que costumamos ser com as novidades, por mais libertadoras que sejam. É em vão. Impossível devolver a linha ao novelo depois que a consciência já teceu novos caminhos. Existem portas que se desmancham após serem atravessadas, como sonhos que se dissolvem ao acordarmos. Não há como retornar ao lugar onde a nossa vida dormia antes de cruzá-las. Da estreiteza à expansão. Da semente à flor. Do casulo às asas, nos ensinam as borboletas.
O que é paralisia cerebral?
(...)A criança com Paralisia Cerebral pode ter inteligência normal ou até acima do normal."
Retirado de "A criança com paralisia cerebral" - Guia para os pais e profissionais da saúde e educação APPC
O silêncio no meu coração,
Os momentos, os meus momentos felizes...
Oiço o riso das crianças, cheiro a maresia que vem do mar, caminho descalça pela areia, continuo a sonhar.
Sonho, que o teu limite é o sonho e que o teu caminho, tem tantos obstáculos, uns já vencidos e outros, tantos outros, por vencer...
Dificil, é este nosso caminho mas, sei que embora seja feito devagar, muito devagar, sei que chegaremos ao destino deste nosso caminho que se faz caminhando...
Dina
Ana Jácomo
Dalai Lama
A jornada é feita de dádivas e alegrias, mas também de imprevistos, embaraços, inabilidades, lições de toda espécie.
De vez em quando, tropeçamos nos trechos mais acidentados. Depois, levantamos e prosseguimos: o chamado do amor é irrecusável para a alma. Desistir dele, para ela, é como desistir de respirar.
Ana Jácomo
Ana Jácomo
Não faz mal: a vontade que é legítima, alinhada com a alma, caminha conosco, paciente, fresca, bondosa, até que a gente possa. Às vezes, isso parece muito longe, mas é só o tempo do cultivo. As flores, como algumas vontades, também desabrocham somente quando conseguem
Ana Jácomo
Às vezes cansa, sim, mas combinamos não desistir da força que verdadeiramente nos move.
Ana Jácomo